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Mateus, Fala-me do Céu
ALMAS EM TRANSIÇÃO |
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S: Mateus, o que fazes como assistente médico? MATTHEW: Estava a interrogar-me quando perguntarias isso, Mãe! Tu perguntas ao Eric sobre o progresso da sua firma e perguntas à Betsy sobre o seu novo armazém e perguntas ao Michael como vão as vendas. E interrogaste-me sobre esses aspectos importantes das suas vidas, mas até agora, nunca me perguntaste nada sobre o MEU trabalho! Sei que no passado, as médiuns disseram-te o que eu fazia, mas esta é a primeira vez que pensaste em mim da mesma maneira natural que fazes com os teus outros filhos, falando directamente com eles sobre o que estão a fazer. Mãe, vês a grande diferença de como, nestes reinos, somos considerados versus as pessoas da Terra? Mesmo por ti!
S: …Tens razão, Mateus. Não sei o que dizer. MATEUS: Posso sentir o teu pesado embaraço, Mãe, e não queria causar isso. Reagi mal à tua pergunta, lamento. Isto deu-me uma nova perspectiva e uma lembrança valiosa de algumas coisas que ainda espero. Ter expectativas sobre os outros é tão indesejável como fazer um juízo de valor (julgamento), o que era que eu estava a fazer. Agora vejo a necessidade de as reconhecer mais rapidamente e evitar estas duas características, para progredir no crescimento espiritual, aqui e ali, estou a fazê-las crescer demasiado. Como te disse muitas vezes, ainda me estás a dar oportunidades de aprender contigo! Mãe, estou contente porque te estás a sentir melhor. Eu também. Então agora tenho imenso prazer em te dizer o que faço! Em resumo, ajudo almas que necessitam de uma assistência especializada depois da sua chegada. Como todos os outros no campo da assistência à transição da alma, penso no meu trabalho como um serviço, não como um emprego. Não comecei como assistente médico. Depois de ter convencionado em deixar a minha vida da Terra, tornei-me um acolhedor, que é dar as boas vindas às almas em transição que chegam em condições de saúde psíquica relativamente boas. Naquela época estava a estudar medicina e, mais tarde, psicologia. Depois, juntamente com o meu trabalho de boas vindas, comecei a ajudar bebés e crianças pequenas, a adaptarem-se a este reino. Esta experiência e os meus estudos conduziram-me à nomeação inicial para assistente médico. Quando me tornei perito em ajudar almas, cujas situações eram especialmente difíceis, fui nomeado permanentemente para esta assistência especializada. Subi nas fileiras para uma posição de alta responsabilidade, bastante mais rapidamente do que a maioria dos outros. Isto significava ser responsável por um maior número de almas assistidas como também atender às necessidades particulares das chegadas mais difíceis. Sem me basear num número preciso, diria que tratei cerca de 10.000 pessoas. Sem contar as que ajudei como acolhedor ou aquelas que não necessitavam muita atenção médica, mas refiro-me apenas às almas mais difíceis que ajudei a fazer a transição. Pode ser que isto não pareça muito para o tempo que estive aqui, mas a maioria destas almas requeriam uma terapia intensa e demorada, e fiz o mesmo que os médicos que permanecem com os seus pacientes até que a saúde completa esteja restabelecida. Mãe, é tão crucial que as pessoas da Terra conheçam a recepção e o cuidado das chegadas que quero explicar o processo completo a começar pelo princípio, com aquilo que vocês chamam morte e nós chamamos transição. Quando o corpo físico morre, há um ajustamento instantâneo do sistema eléctrico do corpo etérico para que possa deixar a Terra intacto e chegar ao Nirvana sempre sintonizado com a frequência mais alta daqui. Este ajustamento é feito no momento relâmpago quando o corpo etérico se separa do corpo físico e veste a alma, para o seu alinhamento no caminho para a passagem de luz, muitas vezes descrita como um túnel na “experiência de quase morte”. NÃO HÁ NADA absolutamente angustiante ou que cause medo nesta jornada! Mas acontece tão depressa que as memorias, à chegada, das circunstâncias imediatamente antes da transição são tão reais aqui como o eram quando a pessoa estava a experimentar essas circunstâncias na Terra. As memórias afectam profundamente a capacidade, à chegada, de se ajustar ao corpo etérico, e quando as memórias são experiências traumáticas, é necessário um processo de cura personalizado e habitualmente de longa duração. Uma vez que o corpo etérico tem estado com a alma através da vida física, está intacto quando entra com a alma neste reino, mas necessita assistência para o iniciar na sua força. Quando a chegada se processa em condições saudáveis, este processo de iniciação pode ser fácil. No caso de uma chegada gravemente traumatizada, o processo requer a energia combinada de um assistente médico altamente treinado e um grupo atendedor de dez assistentes. É a corrente de energia única da alma de cada chegada que nos dá a conhecer a sua identidade e condição psíquica. Através de um processo de relação de energia, cada chegada entra numa estação apropriada às suas necessidades imediatas. As correntes de energia também nos deixam antecipar o número de chegadas de modo que uma assistência suficiente está sempre pronta. Embora a comunicação por telepatia possa ser compreendida pelas almas que chegam, a língua nativa é importante, particularmente para uma entrada em stress, de modo que os acolhedores e os assistentes possam conversar com elas nas suas línguas nativas. Muitos de nós estudamos línguas para o podermos fazer. Os acolhedores, que também podem ser chamados recepcionistas da transição, são os primeiros a encontrar as chegadas nas nossas entradas “habituais” das estações. São como as pessoas hospitaleiras de qualquer parte que assistem os recém chegados, e estão presentes conjuntamente com a família e amigos. Muitas vezes as chegadas emocionalmente bem ajustadas necessitam apenas de saudações e introdução ao reino. Neste caso, os acolhedores descrevem o diagrama das acomodações do reino para as suas necessidades, conforto e interesses imediatos. Alojamento, alimentação, estudos, emprego, eventos sociais, o sistema de governo do reino – tudo isto é explicado antes dos administradores ficarem envolvidos na logística real de ajudar as chegadas a estabelecerem-se. Mãe, deves estar a pensar como é impessoal referirmo-nos às almas que chegam como “chegadas”. Sim, é, e estou apenas a fazê-lo para que possas distinguir entre pessoas no estatuto de chegada e as suas próprias almas, como também para diferenciar entre as almas recém chegadas e a população de almas aqui residente. Como estás a pensar, “recém chegadas” soa mais amistoso, mas há constantemente recém chegadas ao reino que não estão a transaccionar da Terra. A nossa palavra comum para chegadas é “almas”, mas cada uma delas é conhecida pelo nome e chamada pelo nome. Vês, deste modo, que a nossa recepção a cada “chegada” é intensamente pessoal, e todo o cuidado é individualizado para as necessidades específicas de cada um. S: Obrigado por mencionares isto. Deixa-me fazer aqui uma pergunta. Disseste que recordamos as nossas vidas passadas quando entramos no Nirvana, por tanto, porque razão a mesma informação sobre o reino é dada todas as vezes que entramos? MATTHEW: As memórias das outras vidas não vêm instantaneamente no momento da entrada da alma. Quando há um ajustamento rápido e fácil, o conhecimento da residência prévia neste sítio aflora suave e firmemente, como o melaço ao ser vertido, não como uma torrada a saltar. As lembranças chegam lentamente às chegadas que necessitam assistência médica “regular” e ainda muito mais lentamente àquelas cuja morte ocorreu em circunstâncias dramáticas. A re-introdução, ou como queiras chamar-lhe, ao reino é graciosa, considerada e auxiliadora, e asseguro-te que é bem vinda pelas chegadas. As pessoas que necessitam de assistência médica “regular” são aquelas cujas experiências imediatamente antes da transição fora relativamente livres de trauma, mas devido à saúde debilitada, os seus corpos físicos têm uma ligação com os corpos etéricos. Devemos tratar esta condição para que os corpos etéricos não fiquem danificados. Estas chegadas entram em estações de tratamento, em quartos e enfermarias privadas, tranquilas, calmas e alegres, onde fragrâncias naturais doces perfumam ligeiramente o ar e as cores pastel flutuam como cortinas leves e ondulantes numa janela aberta. No espaço ao ar livre o céu é de um azul desmaiado, não com o seu brilho habitual, e há brisas leves e mornas. Musica muito suave é quase inaudível, ainda que mexendo com as emoções devido aos seus belos sons de cordas e frágeis harpas. A instalação é fluida, dando uma sensação de movimento suave e cálido e todos os elementos são suaves na composição, cor e tom. Esta instalação de recuperação é ideal para as chegadas de corpos e psiques relativamente saudáveis que sofreram apenas uma doença terminal curta, ou corpos frágeis e gastos simplesmente por terem funcionado demasiado tempo. Embora estas chegadas não necessitem medidas extremas de cuidados médicos, durante a sua recuperação, os assistentes médicos estão no atendimento por que isso é confortante para os convalescentes. O ambiente e recepção são muito diferentes para as chegadas em sofrimento agudo. Entram para estações de cuidados intensivos onde começam imediatamente a receber cuidados individualizados. Ao tratar estas chegadas traumatizadas estamos a actuar sobre o corpo e a psique danificadas. Considerando que a alma está livre para o conhecimento espiritual, a psique da pessoa ainda opera na sua capacidade mais baixa sobre os últimos acontecimentos experimentados pelo corpo físico na Terra. A alma é constante. Cresce com as experiências, mas está para além do aspecto cativo da psique, que tem uma grande necessidade de ser curada. Sem a cura, a vida aqui, como em qualquer outra parte, seria o inferno para essas pessoas com psiques brutalizadas. Algumas delas suportaram doenças de longa duração que causaram dores físicas intensas, actividade largamente restrita e dor. Também, talvez medo, pena e remorso pelos efeitos da sua condição sobre a família e amigos. Os corpos etéricos dessas almas que estão gastos pela batalha da doença, debilitação e ansiedade têm de ser tratados pela medicina porque a memória da dor física é poderosa mesmo pelos efeitos sombra associados com a perda, mutilação ou degeneração das partes físicas do corpo. Obviamente, os espíritos dessas pessoas também estão necessitados de nutrição de ternura para recuperem, por isso, são necessários quer cuidados médicos quer cuidados psicológicos. O mesmo é verdadeiro para as chegadas cuja morte física foi causada rapidamente por danos múltiplos, talvez em acidentes de automóveis ou incêndios ou tempestades violentas ou tremores de terra. A psique das pessoas que foram torturadas e assassinadas sofrem um trauma profundo, como as vítimas da guerra – as tropas mutiladas e mortas em combate como os civis inocentes cujas vidas na Terra foram acabadas pelos horrores da guerra. As pessoas que fazem a transição durante ou pouco depois destas situações chegam traumatizadas no espírito para além de qualquer descrição, experimentando ainda psiquicamente o recente terror na Terra. Compreendem raramente que agora estão seguras neste reino. Pensam que foram resgatadas do inferno suportado tão recentemente, mas pensam habitualmente que a salvação foi na Terra. Quando não precisam mais de cuidado privado, são levadas para enfermarias de reabilitação onde a sua recuperação é ajudada por terapeutas numa atmosfera cuidadosamente preparada para erguer os seus espíritos e dar-lhes a segurança do progresso de cura. Há outra espécie de chegada que necessita muito de atendimento carinhoso. Aqueles que chegam com culpa, remorso ou pena pesada, requerem cuidado psicológico intensivo para curarem as psiques danificadas. Geralmente respondem mais rapidamente do que as chegadas dos traumatizados por causas físicas, mas nem sempre. Quando acontecem estas condições emocionais juntamente com outros traumas físicos ou psíquicos, o tempo de ajustamento e recuperação é muito maior. S: Com o realinhamento da energia e fornecendo um ambiente musical curativo como únicas modalidades de tratamento, não compreendo donde vem todo o cuidado individualizado. MATTHEW: Isto não é um céu feito com um corta de bolachas (feito por medida), Mãe. Nós atingimos cada alma na sua personagem mais recentemente incarnada, e o cuidado personalizado e a conversa é tão essencial aqui como o é nos hospitais da Terra. É exactamente essas mesmas psiques que saudamos e assistimos aqui na recuperação. Temos a vantagem de que a lembrança da alma chega logo que as pessoas se adaptam em estar aqui, mas como te disse, chega muito mais lentamente àquelas que chegam em condições seriamente traumatizadas. S: Há grupos de tratamento, como os nossos grupos de apoio para pessoas que sofreram danos semelhantes? MATTHEW: Não. Cada tratamento de chegada é elaborado através da recuperação. Nem mesmo as famílias são tratadas em grupo quando fazem a transição simultaneamente ou dentro dos momentos de cada um. Cada alma chega por si mesma e é tratada individualmente porque cada uma tem necessidades únicas necessitando de atenção íntima e instantânea. Aqueles que estavam juntos no momento da morte podem desejar estar reunidos, e isso acontece logo que estejam suficientemente curados para o fazer. S: Penso que seria beneficamente aconselhável e compassivo tratar os membros da família, que morrem ao mesmo tempo ou dentro dos momentos dos outros, como um grupo, para que pudessem saber que estão juntos. MATTHEW: Mãe, dar-te-ei um exemplo do que deve ser feito. Uma mãe está em sofrimento devido a ferimentos numa guerra civil que ela odeia, chocada e magoada pela sua filhinha que acabou de morrer nos seus braços após uma doença breve, e em grande ansiedade pelo seu filho adolescente que está num combate renhido. Momentos depois ela chega aqui, depois de um ferimento fatal na cabeça devido a estilhaços que se espalharam, e a sua angústia, medo e dor é tão aguda como era na área de bombardeamento que causou a sua morte física. O filho estava de excelente saúde até ao momento que explodiu em pedaços no mesmo bombardeamento que causou a morte à mãe. Não tem conhecimento do que aconteceu à mãe e à irmã. É jovem, imbuído com um sentimento de indestrutibilidade que tempera o seu medo da batalha. Mais ainda, fez escola na guerra e foi ensinado a considerar que é seu direito e responsabilidade matar o “inimigo”. Podes ver que, quer a sua psique quer o seu corpo, necessitam de tratamento diferente do tratamento da mãe ou da irmã. É por isso que o tratamento de grupo, mesmo numa família pequena, nunca foi tentado. Não seria mesmo possível, porque quem faz a transição é a alma individual, e não almas unidas. S: Estou grata pela tua explicação, Mateus. É tudo tão novo para mim que, penso, estou a sobrepor para o Nirvana o que aconteceria aqui nas mesmas situações. MATEUS: Mãe, é natural que queiras relacionar com algumas das coisas que te conto, porque outras coisas são tão espantosas para ti que, por vezes, pensas que não sei do que estou a falar. Agora dar-te-ei um exemplo de como tratamos uma chegada traumatizada. Estás a ver um soldado ferido em uniforme de combate, sentado numa cabana, com medo e raiva no calor da fúria da batalha, lutando no auge das suas forças, e alguém que está gentilmente a tentar acalmá-lo. Tal como na imagem que te estou a enviar, o corpo do soldado parece ser sólido, como a carne da Terra, e a cabana também parece ser sólida. É uma ilusão que manifestamos porque é necessário, neste estádio da sua aclimatação a este reino. Os soldados em combate têm de equilibrar a realidade da morte com o sentido da sua própria invencibilidade para que se possam concentrar na sobrevivência. Esta dificuldade psíquica a actuar, mais o choque da batalha e o horror de estar rodeado de camaradas mortos e os gritos dos feridos, puseram este soldado num estado extremamente agitado. É necessário deixá-lo acreditar que isto é uma mudança do seu último meio ambiente da Terra, que nós fazemos ao facilitar as condições do campo de batalha no qual ele viveu e morreu. Pouco a pouco as suas últimas memórias são eliminadas pela mudança gradual do cenário à volta dele até que seja capaz de aceitar que deixou o corpo da Terra e que entrou numa nova vida. A transição deve ser lenta e real para ele ou a sua psique ficará chocada a um ponto no qual a cura é a reparação principal. Não é que a assistência, já necessitada e retribuída, não tenha um significado primordial, mas estou a falar de um modo relativo. S: Parecia que a realidade para este soldado era ter quilómetros de lutas à volta dele. Poderá ver os camaradas se estiverem a receber o mesmo tipo de tratamento perto dele? Bem, uma vez que disseste que cada alma chega separadamente, suponho que ele está só com o seu assistente médico numa atmosfera de batalha. MATEUS: Não, Mãe, ele não é o único soldado aqui – enviei-te uma imagem para que pudesses ver claramente a solidez do corpo dele e da cabana. Sim, pode ver alguns dos seus camaradas “mortos” perto dele, e isto é, ao mesmo tempo, uma ajuda e um obstáculo porque pode causar possível confusão, uma vez que os outros homens que viu recentemente não estão aí. Agrupar estes homens neste estádio não está em conflito com o tratamento de cada chegada individualmente de acordo com as necessidades específicas da cura. Para evitar mais dano psíquico, é essencial que o meio ambiente destes soldados moribundos seja retratado com precisão, e a presença de camaradas é parte desse realismo. Este grupo de soldados que foram mortos quase simultaneamente em número de dez, com várias atitudes a respeito da morte e do céu. Chegaram às estações que o seu nível de energia de alma permitia e o ajustamento psíquico podia ser melhor servido, o estado inicial que estavas a ver. Cada um deste grupo tem a sua própria sintonia para seguir deste ponto para a frente. Alguns destes homens podem ser muito avançados na evolução da alma e serem conhecedores, muito em breve, da sua entrada no reino do espírito. Vimos soldados recém chegados com uma evolução tão avançada que souberam imediatamente onde estavam e ajudaram rapidamente os outros perto deles a aceitar a transição. Outros homens deste grupo podem ter um sério exame á sua frente. Com respeito à imagem que viste, sim, era apenas uma pequena porção de um ambiente de batalha reiniciado, sem os sons ensurdecedores e o sangue coalhado da realidade da Terra. Contudo, “quilómetros de batalha” não teria sido uma imagem precisa para te enviar porque não a vemos. Aquilo que vemos é mais como uma série de cenas num filme, em que os espectadores tem uma rápida visão de um personagem e da sua situação, depois outra personagem e a situação dele, e assim continuamente. Mesmo que se tenha empregue pouco tempo a desenvolver cada cena, os espectadores são levados a compreender que todos estes desenvolvimentos estão a acontecer simultaneamente. Vemos visões fugazes de almas individuais em vários estádios de compreensão e necessidade de assistência para a transição. Somos conduzidos ao lugar que necessitamos pela ligação da energia que é estabelecida. Sei que estás a interrogar-te como se pode conseguir a diferenciação neste caos, e não sei como te explicar, Mãe, mas asseguro-te que funciona na perfeição. Como mencionei anteriormente, o nosso mecanismo de cura primária são as vibrações, é por isso que a música é tão essencial. Os indivíduos aqui têm uma taxa de vibração entre dois pontos definidos, permitindo alguma variação correspondente ao erguer e queda do entusiasmo, excitação, ou seja qual for a emoção que causa uma taxa de mudança. Como não temos circunstâncias de medo ou raiva com que lidar, um erguer da taxa normal é somente devido a razões positivas. As chegadas têm um conjunto muito diferente de taxas, que são gerados pelos seus sistemas de crenças através da vida na Terra e das circunstâncias da vida física e da morte. S: Estou a ver. As crianças são recebidas do mesmo modo que os adultos? MATEUS: Cada criança é recebida com ternura especial e com a energia do amor e damos o mesmo cuidado pessoal e diligente como damos a todas as outras almas. As crianças que chegam num corpo e mente comparativamente saudáveis são capazes de se juntar às crianças nos lares, grandes e alegres, que te descrevi, onde são criados com muito amor. As crianças com necessidades agudas de tratamento físico ou psíquico recebem cuidado e perícia médica contínuos e apropriados num ambiente idealizado para a sua idade e condição de saúde, com alguns pormenores manifestados como agradavelmente familiares à criança.Com o progresso para uma condição saudável, a criança é tratada por outros companheiros para além dos zeladores constantes e com entretimento desejável para o seu nível de recuperação. Compreensivelmente, quanto mais jovens são as crianças ao chegar mais fácil é ajustá-las ao reino. As crianças mais velhas lembram-se mais e são mais cientes da sua saudosa família da Terra durante o tempo em que as suas almas crescem para lá das suas psiques. Uma vez que isto acontece – e de novo, em alguns casos isto é quase imediato devido ao desenvolvimento da alma – juntam-se ansiosamente às outras crianças, nestas casas grandes e convidativas, e embarcam entusiasticamente numa vida de desenvolvimento feliz. S: Se as suas famílias pudessem ter conhecimento disso, seria um conforto tão grande para elas. Quantos assistentes de transição há no total, e quantos estão no activo num dado tempo? Há tempos estipulados de trabalho e de descanso? Sem relógios ou qualquer sentido de tempo, quando sabem que têm de entrar ou sair? MATEUS: Não te posso dar um total exacto, mas são treinados milhões neste campo. Esta “contagem” não inclui os acolhedores, apenas os assistentes médicos. Com almas constantemente a partir e a chegar, e naturalmente, as partidas incluem muitos da nossa área, diria que apenas os nossos operadores de censo sabem, de momento a momento, o número exacto dos nossos com treino suficiente para preencher os postos de serviço. Como é verdade na Terra, há graus de ascensão de perícia e experiência, com os graus correspondentes de responsabilidades. Aos internos, como vós lhes podeis chamar, não se dão tarefas completas antes de terem dominado todo o treino e educação e completado um período de serviço conferido superiormente, e até então não são considerados parte das nossas fileiras. Por favor, lembra-te também que cada assistente permanece com as almas que encontra na transição até que o seu restabelecimento seja completo, e muitos de nós não os podemos adicionar ao nosso “carregamento”. O número de assistentes em funções varia com as situações na Terra, mas há sempre suficientes de nós à mão, de modo que nunca há chegadas que não sejam recebidas instantaneamente ou que não sejam atendidas a qualquer momento. Com as mortes a acontecer aí em massa, muitos milhares de nós estão prontos para encontrar e assistir no primeiro instante da transição. Não há milhares de entradas separadas, mas há milhares de entradas individuais, algumas vezes simultaneamente, digamos, falecimentos maciços causados por terramotos que se somam aos que morrem por outras causas. O espaço não está em consideração, porque não temos a massa de corpos físicos a necessitar de espaço, como vocês o compreendem. Nenhuma razão é suficientemente urgente para um assistente – ou um acolhedor – abandonar o posto de serviço e deixar as chegadas sem atendimento. Como o tempo não existe, não é fácil avaliar quanto tempo trabalhamos sem um intervalo, uma vez que não temos sensação de cansaço físico ou emocional, a fadiga não é um factor limitativo. Simplesmente trabalhamos quanto é necessário. Quando são antecipadas muitas chegadas, são necessários, obviamente, mais assistentes e por períodos mais longos. Temos um sistema infalível de chamamento por energia. Uma série de impulsos de energia fazem-nos saber se as fileiras de trabalhadores estão preenchidas ou se necessitam de substituições ou acréscimos. Devido ao nosso grande número, nem todos nós somos necessários de uma só vez, mesmo nas ocasiões de pico do máximo número de chegadas, mas isto não é um arranjo do acaso, tal como acontece com parentes ou amigos que possam estar para chegar. Quando a necessidade é registada, automaticamente, através de ligações de energia, somos transportados para a cena apenas por pensamento. Quando outra alma já está aí, o segundo a chegar pode permanecer para um esforço de equipa ou deslocar-se para o próximo cintilar de energia que assinala outra chegada eminente. S: Como arranjam tempos livres para os vossos sittings (reuniões espíritas) e todos os vossos outros interesses e actividades? MATEUS: Temos uma hierarquia estabelecida responsável por toda a recepção e assistência às chegadas, e quando todos os postos de serviço estão preenchidos, os restantes de nós estão livres para fazer o que desejam. Isto é verdadeiro para todas as almas aqui – nunca sentimos que o trabalho interfere com outras avenidas de interesse. O meu trabalho não é apenas uma realização significativa, é um enorme prazer e uma honra estar envolvido neste serviço ao meu nível de responsabilidade. E posso assegurar-te, Mãe, tenho muito tempo para todas as minhas outras pesquisas! S: Que acontece se estiveres em trabalho, e souberes que alguém da tua família aqui, tem uma emergência? MATEUS: Se estiver a atender uma chegada e tu estiveres numa situação de urgência, as coisas acontecem assim: Gregory, o teu anjo da guarda, seria o primeiro a ser contactado pela tua vibração de urgência. A sua chamada de energia alcançar-me-ia automaticamente e a todos os outros deste reino que estão estreitamente ligados a ti. Quando recebo esta notificação convoco o meu assistente, que está treinado para me substituir. Ele aparece instantaneamente na cena. Então, estou liberto do meu laço de energia com a chegada e posso dirigir esta energia para me ligar contigo. Tudo isto acontece num piscar de olhos, como uma luz que chega, ainda que sejam cumpridos muitos passos de energia a ligar e a libertar, de modo que não há demora a alcançar-te, nem interrupção de ajuda à chegada. S: Mateus, muito grata por toda esta informação. Nunca imaginei que seria necessário – fornecido - um cuidado e uma coordenação tão complexa, aí. MATEUS: Mãe, há também outro aspecto de tudo isto que penso achares interessante. Quando cada pessoa chega, o Nirvana é exactamente o que o indivíduo imaginou que era o céu durante a sua vida na Terra. A energia das convicções dentro da psique do indivíduo cria para ele o céu daquelas convicções. Habitualmente, isto é um erro grande! A verdade sobre o Nirvana chega a cada pessoa com o ajustamento do ser aqui. Talvez deva dizer que o ajustamento é a aceitação desta verdade. Não é aquilo em que a alma da pessoa acredita, mas o que a psique da pessoa mantém. Durante o período de recordar o que este reino é, verdadeiramente - porque o conhecimento ESTÁ ali, apenas foi esquecido – as ideias erradas da chegada permanecem psiquicamente intactas, mas não lhes é permitido permanecerem por muito tempo. Cada realidade da alma afecta este lugar, mas os efeitos são especialmente influentes quando aquelas realidades diferem das leis universais. A frequência da energia de todas as almas neste nível do reino é a mesma, doutro modo não poderiam entrar aqui. Mas não é permitido continuar os seus pensamentos formas em erro da verdade bem como as suas atitudes negativas a respeito de qualquer coisa, porque mudariam o nosso campo de energia inteiro. É por esta razão que é da maior importância, a terapia elaborada tão cuidadosamente para cada indivíduo. As nossas estações de entrada são mais do que áreas graciosas de acolhimento e de facilidades de cuidados médicos. São o estágio inicial dos esforços hábeis para mudar rapidamente aquela energia afectada negativamente, que é tão penetrante nas chegadas, e impedir a sua proliferação. S: É quase opressivo pensar em tudo isto, Mateus, mas também é confortante. Definitivamente o céu NÃO é a serenidade eterna e o lugar conhecido que eu costumava pensar que ele é! Num tom mais leve, o que é que costumas vestir quando estás a trabalhar? MATEUS: Usamos aquilo que cada chegada espera, e porque estamos completamente cientes das expectativas de cada um, sabemos com antecipação o vestuário mais apropriado. Um adereço familiar como os usados na Terra evita qualquer choque às pessoas que necessitam de se tranquilizar sobre este lugar, por isso usamos qualquer coisa relacionada com as circunstâncias da morte física da pessoa. Por exemplo, nas estações hospitais das chegadas das culturas ocidentais, o vestuário comum é o uniforme branco ou em cor pastel dos vossos profissionais de medicina, ou roupas de lazer, sobretudo jeans e T-shirts. Quando as chegadas chegam dos países frios, viram recentemente pessoas com casacos pesados, por isso usamos casacos pesados. O vestuário familiar aos soldados seria um uniforme como usam os seus médicos, enquanto que um membro de uma quadrilha da rua gostaria mais de ver alguém de sapatilhas, jeans e casacos de couro, e vestimos de acordo. Os jeans, o código do vestuário universal na Terra, é uma roupa muito mais comum para os acolhedores e assistentes médicos do que as túnicas brancas. Contudo, os que passam devido a doenças de longa duração, ou simplesmente que cumpriram muitas décadas de vida, habitualmente encontram os acolhedores com túnicas brancas, ou talvez fatos ou vestidos. Vocês diriam que as pessoas em condições frágeis esperam morrer, e sentem-se mais confortáveis vendo alguém num vestuário branco tradicional, que associem com portões cor de pérola. Para as chegadas onde a roupa étnica é comum, vestimos peças adequadas às suas regiões, e para as populações tribais, os atavios dos cerimoniais dos deuses das suas religiões. Não é um esforço extra pensar a respeito disto. É tão fácil para nós manifestar um toucado abundante ou uma túnica colorida como é manifestar túnicas brancas ou jeans. S: É uma gentileza sensível e prática. Nunca pensei antes no que devias ter vestido quando eu chegar – agora espero ver-te de jeans. O que é que os residentes do Nirvana vestem tipicamente? MATEUS: Durante o ajustamento ao reino vestem habitualmente o que estavam habituados a vestir na Terra, por isso é sempre evidente uma grande variedade de estilos, mas eventualmente uma túnica branca com um cinto torna-se a sua escolha habitual para as ocasiões habituais. Porque é confortável, Mãe, é por isso que a usam!
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